O Integralismo em Santa Rita do Sapucaí - Reprodução

Plínio Salgado

Em quatro anos de ação, o Integralismo soprou a brasa do patriotismo aparentemente adormecido do povo brasileiro, acendendo um clarão como de outro não há notícia na nossa Pátria.

Ensinou o povo a cantar o Hino Nacional (que raríssimas pessoas sabiam); levou multidões a aplaudir freneticamente os desfiles do Exército e da Marinha (que então, como hoje, passavam nas ocasiões das paradas, em meio ao silêncio de reduzidos espectadores frios e apenas curiosos); promoveu o culto das datas históricas e dos heróis do nosso Passado Nacional, realizando comemorações importantes, como as de Caxias, de Carlos Gomes, de Tamandaré, de Couto de Magalhães, de Pedro II, que ficaram memoráveis; abriu cerca de 3.000 escolas de alfabetização para adultos e cerca de mil lactários para a infância; organizou bibliotecas e fez dar cursos de História do Brasil, Geografia, Instrução Moral e Cívica, Economia Política, elementos de Direito Público e de Filosofia; fundou milhares de ambulatórios médicos e cooperou na obra de recuperação física da nossa gente; realizou exposições e concertos e cursos de Cultura Artística, um dos quais foi notabilíssimo, no salão da Escola Nacional de Belas Artes; e – o que mais importava! – arregimentou a infância e a adolescência, incutindo-lhes entusiasmo pelos nobres ideais, formando-lhes os corações segundo a doutrina do Evangelho, incendiando-as num surto de patriotismo como nem antes nem depois se viu algo de semelhante.

O Integralismo fez escola de austeridade e de firmeza de princípios, de altruísmo e abnegação, de idealismo construtor, de amor ardente pela Pátria, de sacrifício por ela. Uma escola de disciplina e de ordem, de simplicidade e de modéstia, de preocupação pela coisa pública, de apostolado pela regeneração dos costumes. Uma escola que tinha por base a revolução interior, a transformação do próprio Homem pelo domínio de si mesmo, na luta contra os baixos instintos que perseguem o Ser Humano como consequência da culpa original. Uma escola de vigilância constante na defesa das bases fundamentais da vida brasileira: a Religião, a Pátria, a Família.

(“O Integralismo na vida brasileira”, in “Enciclopédia do Integralismo”, Volume I, Rio de Janeiro, Edições GRD, Livraria Clássica Brasileira, 1958, pp. 37-38.).

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