Boy Reading Adventure Story - Norman Rockwell, 1923.

A Tradição não é o passado, mas aquilo que há de vivo no passado e que permanece no presente, como permanecerá no futuro.

 A Tradição é a entrega, a transmissão constante, ao longo das gerações, de um patrimônio de valores comuns, mantidos em sua essência, corrigidos sempre que necessário e incessantemente aprimorados.

A Tradição é a raiz e a seiva da Nação, de modo que uma Nação que não respeita a sua Tradição é uma Nação que se autocondena à morte.

Fio que une as gerações presentes às gerações pretéritas e às gerações vindouras, deve ser a Tradição compreendida não como uma relíquia de museu ou um ser fossilizado, mas sim como uma força viva, dinâmica e atuante, que não se constitui na antítese do Progresso, mas em seu pressuposto.

Alicerce, pois, de todo Progresso digno de tal nome, a Tradição é o caráter da Nação e perder a Tradição é, tanto para os indivíduos quanto para os povos, perder a memória e, com esta, a noção de seu próprio ser e de seu definido que-fazer. É o total embrutecimento, que prepara o ente humano, assim como as nacionalidades, para a abdicação de sua liberdade e a degradação dos grandes cativeiros morais, econômicos e políticos[1].

Encerramos estas linhas conclamando todos a cultivar a autêntica Tradição do Brasil Profundo, Tradição riquíssima e lamentavelmente pouco conhecida e mesmo desprezada por grande parte do nosso povo, que prefere que reverenciar tradições de outros povos e amesquinhar as raízes de que proviemos.

Victor Emanuel Vilela Barbuy

*Texto originalmente publicado no periódico Sigma (ano 1, nº 2, edição nacional, dez. de 2017, p. 7).

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NOTA:

[1] Cf. Plínio SALGADO, O ritmo da História, 3ª edição (em verdade 4ª), São Paulo, Voz do Oeste; Brasília, INL (Instituto Nacional do Livro), 1978, pp. 209-210.

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