Despedida

Quando então caírem as lágrimas
Lembra-te de que deves alegria por vossa história,
Não por sumo infortúnio,
Mas por sua vivificante e doce memória

Se for-te ainda concedido
O terno amor de enorme profundidade,
Lembra-te do companheirismo
Que estender-se-á por toda a eternidade

Que do silêncio e do vazio
Que perdura tão desolador anoitecer
Possas lavar o sangue que te cobre,
O mesmo que mantém e limpa o teu ser

E se te encontras agora diante do cricrilo,
Do negror, e densidade da madrugada
Que tão ternamente te acolhe e te acalma,
Contempla a vida que estava de ti tão apartada

Tão grandiosos laços cobertos de afeto e carinho
Que por tanto foram até disputados em dificuldade,
Por tentarem separar-te do que agora se vai,
Fortaleceste impetuosa e risonha amizade

De pé, saúdo-te e despeço-me,
Irmão e camarada, logro por serenidade a Deus
Pois tu te vais sob o retumbar de meu peito,
Defiro-te, em tua partida, um vibrante e honorável adeus!

Deixe uma resposta