"Merda d'Artista" (1961), do artista italiano Piero Manzoni.

Hoje em dia fazer um post simplesmente exaltando as virtudes cristãs; de servir; de se doar pelo outro e ser submisso aos superiores, respeitando ao quarto mandamento, é motivo de profunda revolta entre os grupos ditos “feministas” naturalistas, que negam a existência do transcendental, e clamam com orgulho não fazerem parte dessa religião “retrograda” e “patriarcal” que é o cristianismo.

É possível fazer um paralelo perfeito entre isso e o culto ao feio na arte, como diria Roger Scruton: […] “a beleza é uma virtude, tão importante quanto a verdade e a bondade”, portanto, é lógico dizer que o culto ao feio está diretamente relacionado ao desvio de conduta, moral e espiritual, pois, na modernidade, o que importa é o imediato, os prazeres/desejos animais. Qual a utilidade da beleza, em uma sociedade que valoriza essas características, revolucionárias, no mau sentido; antropocentristas e naturalistas? Nenhuma. Assim sendo, se a beleza não tem utilidade, o que importa se você tem mau gosto? O que importa se derrubam prédios antigos, de arquitetura clássica, cheios de tradição para erguerem monstruosidades feias e criminosas espelhadas no lugar? Nada. O que importa é a utilidade e quebrar tabus.

Na verdade, a beleza é inútil porque em si não tem utilidade mas é algo inútil que acaba se tornando útil, porque cativa e causa contemplação. Todos querem entrar em uma construção de arquitetura gótica para contemplar os detalhes, mas poucos querem entrar um prédio modernista de arquitetura feia e estéril, minimalista no mau sentido e que tem como único fim a utilidade.

A arte, em qualquer tempo da história, antes do século XX, tinha como fim a beleza, o ensino e a contemplação verdadeira, ou seja, a arte ajudava as pessoas a encontrarem um refúgio da realidade dura, com certeza muito mais dura do que a que pertencemos, hoje ela é feita para chocar e quebrar “tabus”, alcançar “originalidade” e não importa o que precisam fazer para alcançar esses objetivos, é um verdadeiro reflexo da sociedade sem virtudes cristãs que super-valoriza os prazeres carnais.

É o belo contra o feio, o teocentrismo contra o antropocentrismo.

Platão argumentava que a possibilidade da beleza na arte era uma mostra que é possível a existência do transcendental. A beleza é uma forma de aproximação com o divino. Sempre foi.

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