Um instrumento de propaganda que os comunistas utilizam, com maior frequência e com maior êxito, na batalha ideológica contra nós é a extensão abusiva do vocábulo “fascismo” a realidades diferentes da que representou o regime político instaurado por Mussolini na Itália. A este tipo de fascismo, dilatado e genérico, sem nenhuma motivação objetiva, eles, os puros, os imaculados, “os verdadeiros defensores do povo”, opõem com seu “antifascismo”. Em qualquer lugar onde os comunistas tropeçam com uma resistência forte a seus planos de dominação mundial, aplicam indistintamente o rótulo de “fascismo” ou “fascista”, sem interessar-se por que classe de homens há na trincheira adiante ou que fonte doutrinária inspira sua resistência. Eles inserem na categoria de fascismo todo grupo político, todo regime, todo setor da opinião publica, toda personalidade, toda revista, qualquer gazeta que se oponha a sua ditadura sangrenta e denuncie o perigo.

A fraude intelectual e propagandística se realizou em duas etapas:

– primeiramente, assimilaram, entre as guerras mundiais, todos os movimentos nacionais ao fascismo, apesar de cada um destes ter se manifestado com personalidade própria e de haver entre eles diferenças substanciais;

– durante e depois da guerra alargaram a esfera de aplicação do fascismo, dando este nome a todas as resistências, de qualquer natureza, que encontravam em sua luta para subjugar outros povos.

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SIMA, Horia: ¿Qué es el nacionalismo? Madrid, Editorial Fuerza Nueva, 1980. Segunda edição.

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