Grupo Integralista de Pouso Alegre - Década de 30, Acervo do Museu Histórico Municipal de Tuany Toledo.

Seria o Integralismo uma adaptação ou cópia do Fascismo italiano? Tentando responder a esse questionamento resolvemos compartilhar abaixo a resposta que foi dada pelo estudante secundarista Yuri Silva, membro da Secretária de Doutrina e Estudos do Núcleo da Frente Integralista Brasileira do Ceará, na qual o jovem cita diversos escritos de doutrinadores integralistas.

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Plínio Salgado em seu magno livro A Doutrina do Sigma disse : “Os ignorantes, que nunca leram as obras integralistas, quando falam em público sobre essa doutrina, não reparam que estão se expondo a um ridículo tremendo, ao afirmar que o integralismo é uma cópia do fascismo.”

Também temos que lembrar do que é dito na Enciclopédia do Integralismo VIII, que diz :

CONDENAÇÃO DE PLÍNIO SALGADO AO FASCISMO REPROVANDO-O PARA O BRASIL

1930 – “Tenho estudando muito o Fascismo: não é êsse o regime de que precisamos… Aliás a minha orientação não tem nenhuma influência Fascista”. (Carta datada de Milão, Julho de 1930, a Manoel Pinto, e transcrita na obra Plínio Salgado, página 19).

1931 – “Os modelos de Mussolini e de Hitler, suas estratégias, seus processos não valem nada no caso do Brasil”. (Vide artigo intitulado Fisionomia, em A Razão, retranscrito em Despertemos a Nação, página 105).

1933 – “O Integralismo é pela organização Corporativa, não à maneira do fascismo porém, exprimindo a Democracia Orgânica”. (Vide Diretrizes Integralistas, item XXV).

1934 – “O Nacionalismo Fascista tem um laivo de jacobinismo bem alarmante”. (Vide Doutrina do Sigma, página 161).

1938 – “Democracia Orgânica como o tínhamos sonhado em nada se parece com os regimes do tipo Fascistas”. (Vide carta a Getúlio Vargas amplamente divulgada).

Bem, se o Integralismo é uma “cópia do Fascismo”, então por qual razão, Plínio Salgado, o criador de nossa doutrina, fala o oposto?

Gustavo Barroso na página 17 de O Integralismo e o mundo na parte diz :

“Separam-nos, no entanto, diferenças profundas. O Fascismo se enraiza na gloriosa tradição do Imperio Romano e sua concepção do Estado é cesariana, anti-cristã. O Estado nazista é tambem pagão e e basêa na pureza da raça ariana, no exclusivismo racial. Apoiado nêste, combate os judeus. O Estado Integralista é profundamente cristão, Estado forte, não cesarianamente, mas cristãmente, pela autoridade moral de que está revestido e porque é composto de homens fortes. Alicerça-se na tradição da unidade da pátria e do espírito de brasilidade.”

Quando Barroso fala “Separam-nos diferenças profundas” é se referindo ao Nacional-Socialismo alemão e o Fascismo italiano com o Integralismo brasileiro. Se o Integralismo é mesmo um “Fascismo Tupiniquim”, então por que Barroso fala de forma tão dura dessas outras doutrinas estrangeiras?

Outra coisa também é o culto ao líder, que não pertence ao Integralismo. Nas páginas 79 e 80 da Enciclopédia do Integralismo Plínio diz :

“O Chefe não é uma pessoa: é uma idéia”.

“Devemos libertar-nos definitivamente da adoração dos homens como a idolatria do Homem na Alemanha e na Itália”.

“Velai pela nossa Revolução para que ela não degenere na paranóia religiosa do Chefe”.

“Desde o primeiro dia combato a idolatria, a desumanização do Chefe”.

“A divinização dos Chefes torna-se a tor- tura dos dirigentes”. (Vide Cartas aos Camisas Verdes, páginas 19, 188, 189 e 195).

Mais um ponto que prova como o Integralismo e o Fascismo são coisas diferentes. O Integralismo não é, de forma nenhuma, uma “cópia do Fascismo” ou um “Fascismo brasileiro” como dizem alguns pseudos historiadores. Pois se é, onde está por exemplo o culto ao líder que é uma característica do Fascismo?

O Integralismo é uma doutrina autenticamente e genuinamente Brasileira, inspirada nas obras de Farias Brito, Euclides da Cunha e Alberto Torres. Feita por um brasileiro, no Brasil para o Brasil. É um nacionalismo puro, isto é, livre de influência estrangeira. Jamais iriamos copiar uma doutrina estrangeira como o Fascismo, pois está não foi pensada para a nossa realidade que é bem diferente da dos italianos.

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Deixaremos disponível a seguir o link de alguns artigos que tratam do mesma assunto.

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