Aparecem, de vez em quando, políticos os mais genéricos, os mais variados, os mais contraditórios, bradando ser nacionalistas. Com suas pautas econômicas mirabolantes presas às rédeas da Democracia Liberal, subservientes aos interesses partidários e facciosos, falam em desenvolvimento da indústria nacional, propondo como solução o mesmo teatro dicotômico entre liberal e social, sem visão que busque uma estrutura futura, funcional, forte, inabalável e útil; sem atenção alguma à defesa das questões morais ou, pior, defendendo movimentos imorais e corrosivos.

O nacionalismo, verdadeiro e autêntico, passa como um engodo por causa desses demagogos que nada têm de nacionalistas. A verdade é que um nacionalismo que não parta de uma consideração integral dos problemas nacionais, tomando em conta a pessoa humana em toda a sua realidade ─ não a concebendo como uma máquina, ou como uma partícula, mas como um um ser feito à imagem e semelhança de Deus que está inserido numa dinâmica social, colaborativa e solidária (no sentido sociológico do termo) ─ não pode se chamar verdadeiramente nacionalista.

Por isso dizemos que não há nacionalismo fora do Integralismo, porque só este é capaz de, através de sua doutrina que lança vista sobre as dimensões totais do Brasil, construir essa gloriosa Nação!

Em primeiro lugar, para fazer uma mudança realmente duradoura e profunda, não se pode partir de elementos isolados, ignorando, em seu progresso, todo o resto. Isto se trata de uma visão parcial da realidade, cuja implicação prática são resultados parciais e, portanto, inseguros. É como se alguém estivesse preocupado porque sua laranjeira não dá laranja e passasse a colar as frutas nela com fita adesiva como solução, ignorando que o estágio em que as frutas estão estendidas nos galhos é o último. Alguém com uma visão integral saberia que a laranjeira está situada em todo um contexto e submetida a vários elementos para que possa frutificar. Precisa ser regada, adubada, estar em local com boa exposição ao sol, estar plantada em bom solo, e daí por diante.

Do mesmo modo, é preciso olhar a Nação em sua totalidade; considerar suas funções, harmonizá-las e dar direcionamento coeso. É a principal pauta do Corporativismo Integralista. Voltemos àquele fato mencionado neste texto sobre não considerar o homem nem como uma máquina nem como uma partícula. Estas duas considerações são dois extremos da negação do corporativismo: ou considerar o ser humano com um indivíduo apartado de tudo e, portanto, estando sozinho, incapaz de qualquer feito maior que vá a mais de dois centímetro do seu umbigo; ou considerá-lo como uma gota d’água numa massa oceânica, disperso num bloco confuso e disforme chamado sociedade. Individualismo, um; coletivismo, outro.

Vendo o ser humano sobre essas duas perspectivas, individual e social, o Integralismo, com seu corporativismo, é a alternativa lúcida.

Individualmente falando: o homem, embora seja um todo, ele, diante de seus semelhantes, cada qual sendo um todo, nada é capaz de fazer. Mas possui características que lhe imprimem necessidades específicas. Essas necessidades o diferenciam de toda a sociedade, exceto daqueles que também possuem essas mesmas características. É o caso dos que fazem um mesmo trabalho. Assim, estes possuem um fator que os une, uma solidariedade especial.

Já socialmente falando: a sociedade não é um conglomerado disforme de indivíduos, uma massa homogeneizada; mas um conjunto orgânico, heterogêneo, de grupos compostos justamente pelos indivíduos de interesses semelhantes, reconhecíveis e expressivos.

Esse olhar que como integralistas lançamos sobre a sociedade nos torna passíveis de bem desenvolver nossa Nação de forma integral, não vendo e buscando a mudança apenas de uma parte, não propondo ações individuais e esparsas ou programas de alcance geral, vago e inexpressivo ─ ambos demagógicos. Propondo, no entanto, a ação conjunta dos grupos, organizados em todo o território nacional, seja municipalmente (com sindicatos), seja regionalmente (com federações e confederações de sindicatos), seja nacionalmente (com corporações que arregimentem em si a todos os grupos que correspondem a especificidades diferentes de uma mesma função). Essa ação que deve abranger todo o Brasil, que não é feita com um messias político, líder ditatorial, nem com indivíduos dispersos e desorganizados, mas com toda a sociedade, com todas as pessoas, trabalhando conjuntamente, só pode ocorrer com o programa doutrinal integralista. Por isso, dizemos: fora do Integralismo não há nacionalismo!

Por isso que o corporativismo é indissociável do Integralismo. Da nossa perspectiva integral não poderia surgir outra conclusão. De que outra forma conseguiríamos desenvolver plenamente o Brasil em todo o seu alcance, integralmente e levando em conta sua extensão territorial? Isso não se pode fazer com um ou outro indivíduo, ou com um ou outro grupo, mas com todos e ao mesmo tempo. E a única forma de organizar e dirigir isso é pelo corporativismo integral, que é o que propomos.

Também é importante salientar que em nossa concepção integral da realidade, além desse aspecto social-individual que tratamos, há ainda a afirmação de uma realidade espiritual e da primazia desta sobre a material. Por isso que um nacionalismo que se sustente apenas em questões econômicas e deixe de lado as questões morais, que enquanto planeja formas de dar melhoria econômica à Nação deixa sua base, que é a Família, na lama sendo corroída por ideologias subversivas, não pode ser considerado um bom nacionalismo, senão uma farsa; um engodo.

Não adianta defender a Nação abstratamente, se ela é concretamente uma reunião de famílias, e ignorar a questão moral. Por isso, uma reforma nos costumes, o empreendimento para se assegurar uma moralidade pública, o respeito à dignidade humana como fruto de sua condição de criatura feita à semelhança do Senhor são imprescindíveis para que a Pátria seja verdadeiramente próspera.

O único jeito de realizar essa construção nacional que o Brasil precisa ─ essa profunda Revolução ─, é com a coordenação conjunta dos grupos que compõem a sociedade e com a proteção, renovação e afirmação dos valores morais perenes. Se um suposto nacionalista despreza o Integralismo, certamente está mais preocupado com seu próprio ego do que com o futuro do Brasil.

Não adianta sustentar essa mentira de que a criação de programas postos ao léu, jogados como carcaça no meio das hienas partidárias, vai trazer realmente essa Revolução que proclamamos, que é necessária ao Brasil. Ou essa Revolução é integralista, ou é demagógica. Ou nossa Nação finalmente será gloriosa, ou continuaremos presos a esses políticos que de nacionalistas só têm o marketing.

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