Tratar como aborto o que aconteceu recentemente – que anda acontecendo em todo o mundo e com certa frequência –, é cometer um erro. O que aconteceu foi o assassinato de uma bebê indefesa, inocente, e na situação onde ela mais era vulnerável. Acompanhamos toda a polêmica, apreensivos, e não deixamos de nos sensibilizar.

Não falarei aqui sobre a garota e toda a tragédia em torno do acontecido, pois todos sabem muito bem a parte da história que a grande mídia nos permitiu saber. De fato, a menina sofreu inúmeras violências sexuais e isso, somado à sua gravidez, converte-se em problemas bem mais duradouros. Mas aborto não é tratamento psicológico. Aliás, não são poucas as pesquisas sobre as doenças psicológicas oriundas do procedimento de interrupção da vida. O processo cirúrgico também é fisicamente traumático, pois geralmente se usa instrumentos que funcionam com sucção ou com lâminas afiadas. Não há nenhuma razão plausível para sustentar que o aborto era uma via para livrar a garota dos seus traumas, senão para agravá-los.

Obviamente a morte da filha não era a solução, pois a bebê já tinha mais de 5 meses de vida e estava perto de seu parto ser viável. Também, mesmo se quisessem forçar o parto, mesmo nesse tempo de gestação, ainda seria possível à criança nascer com vida – como houve em muitos outros casos. E mais: os médicos desaconselharam a interrupção da vida, pois os riscos disso para uma criança de 10 anos eram altíssimos. Mais ainda, se não quisessem cuidar da criança, muitos pais se ofereceram, no Brasil inteiro, para adotá-la. Ainda que isso não tivesse acontecido, poderiam entregar a bebê a um orfanato. A Igreja ofereceu ajuda para custear todos os cuidados da gestação, os tratamentos psicológicos e o que mais fosse preciso. É óbvio que havia saídas para que tudo ocorresse bem conforme o grau de sensibilidade da situação e que preservasse a vida de ambas as crianças.

Então, pergunto: essa militância pró-aborto estava preocupada em ajudar a menina ou em se aproveitar do momento para militar por sua causa asquerosa e satânica?

Não há argumento ou tese que justifique isso que chamam de “aborto”. A vida é o bem mais precioso, cuja preservação deve fundamentar todas as leis. Eis a base dos Direitos Humanos verdadeiros: a preservação da vida e a reafirmação de sua absoluta, inviolável, inegociável e intransigente dignidade. Os que querem tratar o aborto como uma bandeira dos Direitos Humanos cometem um erro absurdo, pois não pode ser Direito Humano algo que signifique a morte de um humano e a negação de sua intangibilidade como pessoa. A militância pelos Direitos Humanos deveria lutar para preservar e impulsionar os humanos, não assassiná-los, destrui-los e reduzi-los a pó.

Há, ainda quem fale em ser “pró-escolha”, pois quer dar a mãe (ou aos responsáveis) o suposto “direito” de escolher matar a vida em seu ventre. Primeiro: é impossível ser pró-escolha quem milita para que se acabem as possibilidades de escolhas para uma pessoa que, no caso, é o humano dentro do ventre. Os que se dizem pró-escolha, na verdade, são pró-uma-escolha: de que não haja escolha para quem não tem culpa.

“Artistas” não se detiveram de militar pela interrupção da vida. Ainda se aproveitaram para, no alcance de seus tuítes e na onda histérica proporcionada pelos urubus que os seguem, colocar-se à disposição de custear o que fosse preciso. Trataram a vida da bebê com o maior desdém possível, com a indiferença mais demoníaca, com a fome mortal mais insaciável. Mas fingiram-se de bonzinhos. E se promoveram em cima da pobre garota, que, numa cama de hospital, sofria espasmos de dor e tristeza, ao passo que abraçava o bebê em sua barriga, forçada (pelos “pró-escolha”) a dar à luz um filho morto. São os relatos que nos chegaram em primeira mão de médicos plantonistas.

Ainda houve quem dissesse que a religiosidade é uma doença e que aquele que se opusesse àquilo por motivos religiosos deveria manter sua opinião em casa, não publicamente. Ora, não me é permitido expressar-me segundo a religião que sigo, mas é permitido ao militante se expressar segundo sua nefasta ideologia? Os xingamentos dignos dessa situação, vou resguardar-me de explicitá-los. Quando rezo o Pai Nosso, digo: “seja feita a Vossa vontade, assim na terra como nos Céus”. Estaria sendo hipócrita se não me pusesse à disposição para que seja feita a vontade de Deus na terra. E mais: exercerei minha religião junto às suas imposições e pautas políticas, sim, e não há maldito ideólogo que vá me impedir! Sei que é o que querem: que os cristãos, os espiritualistas, fiquem inermes, longe do ambiente público, para que as pautas degeneradas oriundas do ódio mais cru à vida ganhem força e se tornem irrepreensíveis, mas, para a desgraça desses imbecis canalhas, digo: não recuarei!

Quando saiu a notícia de que haviam feito o procedimento, vimos inúmeras pessoas eufóricas comemorando. Era a verdadeira manada bestializada. Era a rememoração de Sodoma e Gomorra. Eram os demônios que, na posse daquelas almas, regurgitavam de alegria, na certeza de que mais um sacrifício fora feito em nome de Satanás. Era a massa de gente mais detestável, inundando as redes sociais e as ruas. Homicidas, sugando as esperanças de que uma nova vida se realizasse, alimentando-se da mais terrível desgraça. Conscientes de que seus trágicos desejos estavam feitos e eram irreversíveis. Era o caos profano dissolvido na manada mais odiosa.

Eu nunca tinha tido contato com esse tipo de coisa, com tanta crueldade que fora expressa claramente e com apoio gigantesco. A verdade é que o mundo jaz no maligno. Não vale a pena discutir com abortistas; são cães do sistema internacional. A única coisa que essa gente merece é o desrespeito e o ostracismo. Mas algo nisso me satisfaz, pois me lembra pelo quê e contra o quê estou lutando. Enquanto houver esse tipo de gente, pregando os maiores absurdos, ainda mais com todo apoio midiático, mais ainda vou me dispor a lutar. Não há tempo para descanso. São muitos os que militam pelo mal, mas isso não me faz querer recuar. Corre em minhas veias o sangue que estou disposto a dar pela Revolução que prego – pelo Reinado Social de Cristo – e não há ideólogo burguês que possa me fazer desanimar disto!

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