Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.

Magnífico discurso proferido pelo eminente jornalista, economista e sociólogo nacionalista Manoel Lubambo. Segue aqui um trecho:

“A prodigiosa carreira política de Salazar é por demais conhecida: colocado pela ditadura de 28 de maio no posto de ministro das Finanças, cedo a sua influência se fez sentir em todos os domínios da administração, dando-lhes o sentido da vocação portuguesa e lançando as bases do que seria já não uma simples restauração financeira, senão uma verdadeira ressurreição nacional […]. Em um ano, acaba com o deficit orçamentário, e o deficit era em Portugal uma normalidade financeira e um «complexo» psicológico; em dois, paga a dívida externa; em três, saneia a moeda e estabiliza o escudo; em cinco ou seis, liquida a dívida flutuante e organiza o crédito. Mas isso é apenas um ponto de partida […].

Resolvido o problema financeiro, ele estende a sua ação sobre a economia, que desenvolve com recursos consideráveis; sobre a situação das massas obreiras; sobre a reorganização do exército e da marinha; sobre os problemas da educação e da cultura. Numa palavra: sobre toda a temática da complexíssima política portuguesa […].

Como estamos longe destes dias sombrios que antecederam o golpe de Gomes da Costa, quando a Sociedade das nações, para transigir com alguns contados milhões de libras, humilhavam Portugal, exigindo-lhe o controle da administração das finanças! Agora dá-se justamente o contrário e são os órgãos mais sisudos da City, o «Times», o «Financial News», o «Week-end Review», outros mais, que proclamam, verdade que com «fair play», o êxito desta obra que não tem paralelo nos tempos modernos. O «Times» afirma: «A maneira como decorre o novo regime é seguida na Inglaterra com imensa simpatia e interesse. Portugal ganhou novamente o respeito da Inglaterra e dos outros países, por se ter mostrado capaz de equilibrar o orçamento, o que é uma liberdade rara na Europa atual». E o «Week-end Review» estes comentários que só nos podem encher de orgulho:

«Nós, antigamente, mandávamos peritos financeiros para auxiliarem os governos dos outros países; aproxima-se o tempo em que o Governo português nos poderá prestar um serviço semelhante».”

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