A Frente Integralista Brasileira pode entrevistar brevemente o Alejandro, representante do Renacer Nacional, um movimento nacionalista venezuelano.

Nunca antes de 2019 estiveram mais acirrados os debates sobre a Venezuela. Por que não damos uma chance, então, a ouvir os nacionalistas que amam aquele país, buscando compreender a perspectiva e luta de pessoas que têm vivido e sentido o regime venezuelano por décadas?

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FIB – Renacer Nacional é um movimento nacionalista. No Brasil, muitos associam o chavismo ao nacionalismo venezuelano. Como vocês lidam com isso? Chavez e Maduro são nacionalistas?
RN – Associar o chavismo ao nacionalismo é apenas relatar uma retórica patriótica de Chavez, mas nada pode estar mais distante da verdade. Enquanto amaldiçoavam os Estados Unidos, estes permaneciam nosso maior parceiro comercial, além do fato de que a China, a Rússia e Cuba continuavam ameaçando nossos interesses financeiros. Eram apenas palavras enquanto esses diferentes países, inclusive os EUA, tinham livre permissão de introduzir multinacionais em nosso país e explorar nossos recursos naturais.

FIB – Após Maduro ceder, como o Renacer Nacional acredita que será o futuro do regime venezuelano? E os Estados Unidos?
RN – O futuro da Venezuela é incerto porque nosso presente ainda é incerto. Qualquer coisa pode acontecer a esse ponto, mas muitos especulam que uma transição pactual incluindo militares chavistas de alta patente é o cenário mais provável. O papel dos EUA seria apenas de assegurar essa transição em uma suposta democracia, mas o mesmo sistema corrupto estará em cena e os chavistas e a oposição traidora ainda irão operar. É aqui que nós, nacionalistas, devemos agir de maneira que os desejos do povo, o desejo de verdadeira mudança sem os mesmos atores da política tradicional possa se concretizar.

FIB – Quais são as suas perspectivas para a América Latina?
RN – A América Latina tem mudado rapidamente em vários de seus países, transacionando seu alinhamento com progressistas de esquerda do Foro de São Paulo para governos de direita e centro-direita que apoiam os EUA. É apenas a mudança de um sistema globalista para outro. Tanto quanto nós podemos aplaudir as realizações de estrangeiros como Bolsonaro no Brasil, isso não é suficiente para mudar radicalmente a realidade política na região, onde batalham EUA, China e Rússia, cada qual com seus próprios interesses. Os movimentos nacionalistas ao redor do continente devem perceber isso e agir adequadamente.

FIB – Qual mensagem Renacer Nacional teria para transmitir aos Integralistas Brasileiros?
RN – Primeiro de tudo, no Renacer Nacional gostaríamos que ambos os movimentos pudessem entrar em contato para estreitar sua comunicação. Nós estaremos lá para apoiar qualquer esforço dos verdadeiros nacionalistas no Brasil. Dizemos que podemos encontrar um solo comum para apoiar um ao outro, para aprender e para destruir ambas as propagandas interna e externa daqueles que querem nos ver derrotados.

*Com este quadro, pretendemos publicar quinzenalmente breves entrevistas com os movimentos que representam o verdadeiro nacionalismo de norte a sul do Continente Americano.

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