Há pouco, a Frente Integralista Brasileira (FIB) deu um passo adiante em sua organização, confeccionando novos uniformes. As fotos de nossos companheiros fardados causaram alvoroço em nossas mídias sociais. Entre comentários maldosos dotados apenas de deboche, havia alguns poucos sérios que questionavam com sinceridade (o que fez-me sentir provocado e incentivado a escrever este presente texto): nos dias de hoje, o uniforme é mesmo necessário, não seria anacronismo o seu uso?

Quando a Ação Integralista Brasileira surgiu, em 1932, era tendência movimentos de todos os segmentos doutrinários usarem algum tipo de uniforme, e isso acabou refletindo entre os integralistas inevitavelmente. Mas há motivos muito mais profundos do que somente a “cópia” dos demais movimentos daquela época. Eis os que consegui juntar:

Primeiro: a disciplina exigida na doutrina faz-nos necessitados de um uniforme. Um integralista possui uma conduta a zelar, e nisto inclui a modéstia das vestimentas. Trajamo-nos como soldados de Cristo, preparados para defender a honra e a dignidade do Brasil. Para tarefa tão nobre, a modéstia não deveria ser ignorada. Prova disso é que carregamos o Sigma no braço, pois este significa todos os valores saudáveis de um país que o transforma numa nação integral. Vale lembrar que o mesmo era usado pelos gregos para designarem a Jesus, Nosso Salvador, mostrando sua carga moral cristã;

Segundo: o respeito e a irmandade entre os companheiros. Ora, se estamos num lugar em que todos estão devida e igualmente fardados – lutando por um mesmo ideal – somos levados a ter mais empatia para/com o outro. O fardamento nos equaliza; fardados, somos todos os mesmos: as diferenças são irreconhecíveis – tornamo-nos livres de qualquer preconceito duvidoso. Por isso, também, o respeito e a união prevalecem entre os integralistas;

Terceiro: comprometimento e devoção completa com a doutrina e seus ossos. Temos tanta dedicação pelos valores fundamentais oriundos de Deus e norteadores da Pátria e da Família, que professamos nossa doutrina não só verbalmente, nem intelectualmente, mas também somos capazes de vestí-la;

Quarto: não temos vergonha do que defendemos. Nossa luta transparece no que trajamos. Não há quem nos veja na rua que não se sinta intimamente tocado pelo verde e pelo sigma que ostentamos, e não há quem duvide de nossa sinceridade. Se mostramos nossa cara, se vestimos a camisa verde, se nos saudamos em Anauê, é porque pouco nos importa se estamos em público ou não. Professamos o que acreditamos, seja aonde for, mas, publicamente, reafirmamos nossas posições numa rigidez de aço. Não fazemos como muitos movimentos que sabem que o que defendem é errado e que têm vergonha de assumir pauta por pauta explicitamente. Alguns mudam a cor do partido ou movimento; mudam os símbolos; procuram travestir-se a fim de enganar as pessoas, e o íntimo de seu pensamento é terrível e infame. O que defendemos é bom e não temos vergonha de fazê-lo.

Enfim, a farda traz uma mensagem simples: eis o que somos, gostem vocês ou não.

por Jonas de Mesquita – Publicado inicialmente na página do Facebook da Frente Integralista Brasileiro

Deixe uma resposta